Eu tinha onze anos quando entendi o que uma empresa mal gerida faz com uma família.
Meu pai quebrou.
Eu não vi a falência acontecer nos números — eu vi no banheiro de casa, quando abri a porta sem bater e encontrei ele chorando. Um homem que eu achava indestrutível, sentado, escondendo o rosto de mim.
Ninguém tinha sentado do lado dele. Ninguém tinha mostrado a conta antes de ela virar dívida. Meu pai trabalhou até o último dia. O que faltou não foi trabalho — foi método.
Passei os vinte anos seguintes dentro de grandes corporações, no lugar onde essas decisões são tomadas com método. Vi de perto o que as consultorias implantam nessas empresas: uma forma de olhar o número, achar a causa e decidir. Não é dom. É processo. E funciona igual numa multinacional e numa empresa de quinze funcionários.
Foi aí que a ficha caiu: empresa não quebra por falta de trabalho. Quebra por decisão tomada sem método, sem número e sem estratégia.
O Programa Empresário Estratégico é esse método, montado para caber na sua empresa. Porque nenhum filho deveria ver o pai chorando por uma conta que dava pra ver com três meses de antecedência.
Sonho não é estratégia.


